Los Toperas

Jornalismo, videogames e seres abjetos

20 setembro 2005

Análise de uma web reportagem - Oscar 2005

http://www.msnbc.msn.com/id/6970010/

A reportagem especial do site é composta por 6 mini-matérias distintas abordando a premiação do Oscar 2005. É possível ver cada material separadamente ou assistir todos em seguida. A interação e a customização são as principais características da página. Com diversos recursos multimídia, é totalmente personalizável e exibe, concomitantemente, janela com a apresentadora Sharon Tay, vídeo mostrando a reportagem, fatos e links relacionados com a matéria, endereço de e-mail para enviar comentários e também música de fundo.

A primeira matéria, por exemplo, é um povo-fala. Antes de cada pessoa responder a pergunta, cabe ao internauta adivinhar o que o entrevistado vai dizer, escolhendo uma das quatro alternativas. Em seguida, é possível ver quantos pontos foram ganhos nas respostas de perguntas como “Qual foi o melhor filme que você viu no ano passado?” ou “A academia do Oscar realmente entrega as estatuetas para quem merece?”. Outra reportagem permite que o usuário escolha o elenco para um filme, assistindo a cada apresentação dos atores um pequeno documentário abordando diretores e produtores de cinema. Nos materiais, além do internauta apostar os vencedores de cada categoria Oscar, ele também pode pontuar duas fãs de cinema que respondem perguntas relacionadas ao tema. Há até uma seção de fofocas, em que o usuário opina em uma escala de 0 a 10 sobre atrizes de Hollywood, permitindo comparar após a votação as médias das notas dadas pelos internauta.

Algumas reportagens exibidas remetem a um programa de TV, não apenas pela apresentação característica de um documentário, mas também por mostrar comerciais e anunciar o material que virá em seguida. No entanto, a página soube realizar um amálgama entre as virtudes da TV e da Internet, usufruindo as características destes dois veículos.

Grupo: Alexei Barros, Claudio Prandoni, Fernando Chiari, Gustavo Hitzschky - 3º JO B

Exercício de análise empírica de sites de webarte

Between a rock and a hard drive
(http://www.diacenter.org/lucas/)

O site utiliza amplamente o Macromedia Flash como ferramenta multimídia. Além de proporcionar movimento a algumas imagens, ele é usado para proporcionar interatividade ao site.
A navegação entre as diferentes telas acontece através de um menu que apresenta uma lista com as áreas disponíveis, todas com nomes de lugares triviais de uma cidade, como estacionamento, recepção e lavanderia.
Tais imagens são estáticas, mas apresentam balões de diálogos ao melhor estilo HQ, que narram (ou tentam narrar) uma pequena historinha. O diferencial é que quem conversa entre si são os objetos da cena e a “trama” apresentada não possui muita lógica ou sentido.
O grande destaque do site com certeza são as dezenas de teclas dispostas desordenadamente ao redor das cenas estáticas. Possuem aspecto de teclas de computador e cada uma possui uma letra ou símbolo nela que muda assim que o cursor do mouse passa sobre ela. Além disso, cada uma emite um som diferente assim que o cursor passa sobre elas e quando se clica nelas também.
Apesar de não ter um fim muito educativo, informativo ou mesmo útil, o site diverte por uns bons minutos graças à interatividade proporcionada por pelos sons emitidos pela teclas e pelo humor non-sense “britânico” das narrativas nas imagens.

Riot
(http://www.potatoland.org/)

O Riot parece ser mais um navegador de protesto à internet ou então uma maneira de repensar a rede mundial de computadores.
Ao acessá-lo, ele mescla dados de sites visitados por pessoas que o usaram anteriormente com dados de sites visitados por quem o está usando no momento.
O resultado é disposto de maneira totalmente desordenada e praticamente ininteligível. Palavras, imagens e links são colados repetidas vezes na tela e em posições aleatórias, diferentes de onde estavam anteriormente.
Dentro dele, há uma barra de endereços que permite continuar navegando da maneira usual pela web. A cada novo site visitado, a quantidade de dados utilizados vai crescendo e a amálgama de imagem, links e letras vai ficando maior e mais e mais indecifrável.
Não é exatamente um site muito útil, que venha a se tornar referência na web, como o Google, mas serve para de certa maneira repensar a internet e lembrar que na verdade tudo não passa realmente de um amontoado de figuras e letra organizadas de uma maneira que nós entendemos.

Grupo: Alexei Barros, Claudio Prandoni, Fernando Chiari, Gustavo Hitzschky - 3º JO B