Los Toperas

Jornalismo, videogames e seres abjetos

25 março 2006

[idéias] No jogo da música

Transformar um videogame em um sintetizador e seqüenciador, fazendo do brinquedo uma fábrica de beats, sons, ruídos e experiências sonoras em oito bits. Foi o que fez o grupo Monoaural, formado por Berna Ceppas e Kassin, terça-feira passada, na Casa da Gávea, durante o primeiro show totalmente feito com Game Boy no Brasil.

Na mesa dos produtores, em vez de toca-discos, samplers e i-books, havia um teclado Micro Korg, dois pedais de delay e dois Game Boys puglados numa mesa de quatro canais. Cada um dos aparelhos estava rodando um cartucho diferente: Berna “jogava” Nanoloop e Kassin “brincava” de Little Sound DJ, que vem com samples de bateria, como o pancadão 808, favorito dos bailes funk.

A apresentação, improvisada em cima de algumas poucas bases pré-gravadas, começou ensurdecedora. As batidas quebradas predominaram, numa espécie de colisão electro-Miami bass. O experimentalismo deu lugar ao (nem tão) pop quando Kassin utilizou um vocoder enquanto fazia interferências oitentistas no teclado. Surtiu efeito. Teve um lá que não agüentou e foi dançar na frente da mesa. As músicas do show devem parte de um disco só de Game Boy , “Artificial”, a ser lançado ainda este semestre pelo selo da dupla, o Ping-Pong.

Fonte: O Globo

2 Comments:

  • At 7:33 PM, Blogger Claudio said…

    Falo, falo, falo!!!

    Acho isso muito louco de usar videogames para fazer música.
    Isso é uma prática bem legal que até pode virar uma reportagem. Podíamos até ir mais longe e tentar fazer uma entrevista com um desses caras.
    Seria legar ter um contraponto meio alternativo em relação às outras matérias e informações da grande indústria.

     
  • At 12:28 AM, Blogger André Sirangelo said…

    Mto legal. Mas acho que podia dar uma nota ao invés de reportagem

     

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