Los Toperas

Jornalismo, videogames e seres abjetos

16 maio 2006

[histórico] Diário de uma revista de videogame - Parte 2



HISTÓRICO – PARTE 2

Uma das tarefas mais difíceis na elaboração do projeto da Continue foi definir o que teríamos como diferencial. Ingenuamente, eu achava que isso se traduziria na criação de novas seções (algo que até acredito que possamos conseguir bem com o Multiplayer).

Porém, conforme o projeto foi tomando forma, percebi que o grande atrativo da revista estaria no seu conceito e na abordagem dos assuntos. As orientações com o professor Unzelte foram extremamente úteis neste sentido, literalmente abrindo nossos olhos para isso e martelando bastante o fato de que vamos justificar nosso trabalho exatamente no conceito dele.

Em seguida, como segunda tarefa mais difícil, destaco a definição das seções obrigatórias, aquelas que existem nas publicações atuais e que precisam estar na nossa, como previews e análises.

Felizmente, uma série de fatores colaboraram neste ponto. Em primeiro lugar, o videogame de nova geração da Nintedo, o Wii, antigo Revolution. Assim como nossa revista pretende criar um novo padrão de revista de jogos eletrônicos, o console da empresa japonesa visa a quebrar o paradigma de interface dos videogames usando um controle que reconhece movimentos em três dimensões. A lição que tirei disso é que a verdadeira revolução reside nas pequenas mudanças. Porém, mudanças conceituais, feitas na essência do objeto abordado.

Outro fator de grande colaboração foram as constantes discussões com os colegas do grupo a respeito dos atuais veículos de imprensa sobre videogames, tanto nacionais quanto estrangeiros. Tiramos dessas conversas várias conclusões a respeito de como lidar com certos assuntos e o que poderíamos fazer melhor o que já existe.

Assim, pudemos definir algumas diretrizes para cada seção obrigatória. Os reviews, por exemplo, imagino que sejam os textos sobre os quais mais refletimos. Utilizaremos um conceito de análise expandida. Atualmente, as revistas brasileiras limitam-se apenas a analisar os jogos de um ponto de vista extremamente técnica e superficial.

Nós, porém, contextualizaremos os jogos no cenário mundial. Situaremos eles dentro do período e situação em que ele for lançado. Relacionaremos eles a games similares, da mesma franquia e a cultura pop. Além disso, iremos fundo em aspectos pouco explorados atualmente, como os criadores destes títulos e as influências deles. Sem contar que teremos dois tipos de textos: um voltado para jogadores novatos, que explicará de maneira clara como é o jogo e o que ele acrescenta ao universo dos jogos eletrônicos, e outro voltado para jogadores mais experientes, lançando mão de vocabulário típico e relacionando o título analisado a outros games.

Vale lembrar que isso é apenas o que faremos com os jogos, já que a seção de reviews não cuidará apenas deles. Tudo relacionado a games que tenha relevância estará lá, como eventos e talvez até sub-produtos como filmes e acessórios. Quem sabe se a Vídeo Games Live não ocorrer até lá não role um review do concerto?