Los Toperas

Jornalismo, videogames e seres abjetos

31 maio 2006

[idéias] Masashi Hamauzu


One could say Masashi Hamauzu was destined to become a musician. With both parents being musicians — his mother a piano teacher and his father an opera singer — this was relatively simple to figure out. Born in Munich, Germany, he would only go to Japan years later, and would enroll in the Tokyo National University of Fine Arts and Music.

Fonte: SquareSound

28 maio 2006

[idéias] Vem aí o melhor filme baseado em games da história do cinema


23 maio 2006

[idéias] Columbine: games como forma de expressão


Será que caímos na armadilha do jornalismo preguiçoso ou dos nossos próprios preconceitos?

Ian Bogost relata como a história do "Super Columbine RPG" correu o mundo distorcida e pasteurizada pela Associated Press, resumindo tudo o que é essencial sobre a discussão em torno de games e sua validade como forma de expressão política.

Certamente é um tema espinhoso, mas, concordem ou discordem, só não deixem de ler. Acho que é de longe a discussão mais interessante que eu vi no Watercooler Games esse ano.

Quero ver agora eu condensar o assunto em uma notinha de 1 lauda e meia... :)

***

A few weeks ago I wrote about Super Columbine Massacre RPG. The game puts the player in the shoes of Eric Harris and Dylan Klebold and attempts to paint a picture of their motivations, plans, and actions on that terrible day. It's a controversial topic to be sure, but exactly the kind of subject we should be taking on in videogames: hard problems for which there are no easy answers.

I knew that public reaction to the game would be largely negative. I've received plenty of hate mail just for talking about the game. But I don't think I was fully prepared for the widespread ignorance that has accompanied reception to the game. I think those of us deeply mired in the fields of Serious Games or Games for Change or Videogames with an Agenda or even just videogame development underestimate just how long a road we still have to tread for videogames to be treated as a medium of expression commensurate with film, literature, and art.

(Continua no Watercooler Games)

22 maio 2006

[histórico] Detonados abolidos, reviews expandidos


Folhear revistas de videogame em busca de informações foi uma atividade que comecei a desenvolver em 1996, quando tinha 11 anos. Naquela época, a primeira versão de Resident Evil chegava ao mercado e eu, na minha falta de habilidade e inépcia para jogar um game daquele naipe, fui em busca de dicas para poder avançar no título.

Certamente curioso é o fato de que na revista Continue eu não encontraria a informação da qual necessitava. Isso porque a seção de detonados, em que está presente o passo-a-passo de um jogo pelas suas diversas fases, não estará presente em nossa publicação.

Como contrariar a lógica e excluir uma parte da revista que historicamente sempre esteve lá? O caso é que com o advento da Internet, muitos sites se propuseram a fazer os chamados “detonados” dos games e, já que espaço não é um problema nesse ambiente, os guias se tornaram bem mais completos. Logo, é fácil perceber que a seção se converteu em algo menos importante do que era.

E mesmo assim lá estão os detonados nas revistas nos tempos contemporâneos. Entretanto, como disse Celso Unzelte, estamos fazendo um “Projeto Experimental”, o que nos dá certa liberdade em testar coisas novas, ser ousado e buscar a inovação. Correndo o risco de conceber um produto que, caso estivesse no mercado, não seria aceito pela maioria.

Prefiro pensar que se não tentarmos na época da faculdade, provavelmente não conseguiremos fazê-lo depois de formados. Portanto, que seja diferente. Como já afirmou o Cláudio em um post anterior, os nossos reviews tampouco seguiram o esquema superficial e raso das revistas brasileiras. Gráficos, som e jogabilidade serão analisados, mas também serão acompanhados de outros aspectos, como as inspirações e motivações, o desenrolar do processo de criação e até as dificuldades que os idealizadores de determinado jogo enfrentaram.

Findo o projeto, queremos ter a certeza de que a Continue irá conter tudo aquilo que sempre desejamos ver em uma revista de games.

[idéias] Robot Chicken Parody of Final Fantasy VII


20 maio 2006

[idéias] Gunpei Yokoi: Nintendo’s Unsung Hero


There are many Nintendo workers to have gone unnoticed-- men of intellect who match Shigeru Miyamoto in game design or Hiroshi Yamauchi in business acumen. Men like Takao Shimizu, the director of Star Fox 64, or Takashi Tezuka, Miyamoto's right hand man. However, there is one man whose name has undeservedly not gone down in the annals of history, a man without whom Nintendo would now be a sub-Sega software outfit. He invented the D-Pad, the Game and Watch, the Game Boy, and helped create Kid Icarus and Metroid. Tragically, he died in 1997. And yet the common gamer does not know his name.

Fonte: Nintendojo

18 maio 2006

[idéias] Games e política - round 2


Depois da história da Al Qaeda, a Folha publicou essa hoje no caderno Informática. Mas, ao contrário da primeira, o assunto parece ser baseado em algo que realmente existe...

***

Massacre da escola Columbine vira jogo virtual

O massacre da escola Columbine, no Estado americano do Colorado, em que dois jovens assassinaram colegas e professores, e que inspirou filmes como "Elefante", de Gus Van Sant, e "Tiros em Columbine", de Michael Moore, foi transformado em um jogo virtual e está sendo criticado pelos pais dos jovens mortos na tragédia.

"Super Columbine Massacre RPG" permite que internautas assumam as personagens Eric Harris e Dylan Klebold, dois colegas de classe que, em 20 de abril de 2000, mataram doze estudantes e um professor, feriram outras 20 pessoas e depois se suicidaram.

O massacre de Littleton, subúrbio de Denver (Colorado) revive virtualmente as ações dos dois jovens, com a possibilidade de utilizar armas de fogo e bombas para matar outros estudantes.

Na versão on-line, após os homicídios, os protagonistas morrem e vão para o inferno, onde continuam assassinando monstros e demônios.

Após a fase final do jogo, os dois adolescentes se encontram com o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, um grande crítico da cultura ocidental, da religião e dos valores morais, que lhes entrega um exemplar de seu livro "Ecce Homo", uma de suas obras mais controversas.

O criador do jogo explicou que sua intenção é promover um verdadeiro diálogo sobre o tiroteio ocorrido há sete anos.

O programa, produzido artesanalmente e pouco inovador em relação à tecnologia, foi desenvolvido em aproximadamente 300 horas. Mais de 10 mil pessoas já fizeram o seu download.

Os pais dos estudantes da escola de Columbine protestaram. "É uma iniciativa equivocada", afirmou Joe Ketcher, pai de um aluno morto na biblioteca do colégio.

"Vivemos na cultura da morte", comentou Brian Rohrbough, pai de Dan, um jovem assassinado nos arredores da instituição de ensino.

(fonte: Folha Online)

17 maio 2006

[idéias] Videogames da Al-Qaeda? Acho que não...


Começou com esta matéria da Reuters....

WASHINGTON (Reuters) - The makers of combat video games have unwittingly become part of a global propaganda campaign by Islamic militants to exhort Muslim youths to take up arms against the United States, officials said on Thursday.
Tech-savvy militants from al Qaeda and other groups have modified video war games so that U.S. troops play the role of bad guys in running gunfights against heavily armed Islamic radical heroes, Defense Department official and contractors told Congress.
The games appear on militant Web sites, where youths as young as 7 can play at being troop-killing urban guerillas after registering with the site's sponsors.

(Continua na Reuters)

Mas acabou que era tudo um grande e embaraçoso mal-entendido, mais um sinal do nível de paranóia e descuido na "guerra ao terror" promovida pelos EUA, como mostra o Watercooler Games:

Unlike what was first thought, Reuters did not misreport on what happened at the Hearing on Terrorist Use of the Internet. What actually happened is that US Representatives were shown a parody video as real evidence that terrorist groups were using videogame mods to recruit young members. In other words, US lawmakers are being advised by incompetent contractors that mistook an amateur video with dialogue from South Park creators for an al Qaeda recruiting video. While news agencies have reported on the Hearing, none have yet published about this fake evidence. As you will see, we initially had doubts -as many people on other blogs and forums- that the parody video was indeed presented as real evidence. Many of us thought that what happened was that Reuters misreported the facts. But after watching the video myself, I concluded that it does match the description on both the stories from Reuters and the Associated Press. Based on this, I conclude that, in fact, an amateur parody video was shown by contractors to US Representatives as evidence of a non-existent terrorist propaganda tool. This goes well beyond a funny anecdote: it is another clear example on how the US Government is not being rigorous on their so-called War on Terror. Read what follows to learn more about this troubling story.

(Artigo completo do Watercooler Games)

Tsc, tsc, tsc...

16 maio 2006

[histórico] Diário de uma revista de videogame - Parte 2



HISTÓRICO – PARTE 2

Uma das tarefas mais difíceis na elaboração do projeto da Continue foi definir o que teríamos como diferencial. Ingenuamente, eu achava que isso se traduziria na criação de novas seções (algo que até acredito que possamos conseguir bem com o Multiplayer).

Porém, conforme o projeto foi tomando forma, percebi que o grande atrativo da revista estaria no seu conceito e na abordagem dos assuntos. As orientações com o professor Unzelte foram extremamente úteis neste sentido, literalmente abrindo nossos olhos para isso e martelando bastante o fato de que vamos justificar nosso trabalho exatamente no conceito dele.

Em seguida, como segunda tarefa mais difícil, destaco a definição das seções obrigatórias, aquelas que existem nas publicações atuais e que precisam estar na nossa, como previews e análises.

Felizmente, uma série de fatores colaboraram neste ponto. Em primeiro lugar, o videogame de nova geração da Nintedo, o Wii, antigo Revolution. Assim como nossa revista pretende criar um novo padrão de revista de jogos eletrônicos, o console da empresa japonesa visa a quebrar o paradigma de interface dos videogames usando um controle que reconhece movimentos em três dimensões. A lição que tirei disso é que a verdadeira revolução reside nas pequenas mudanças. Porém, mudanças conceituais, feitas na essência do objeto abordado.

Outro fator de grande colaboração foram as constantes discussões com os colegas do grupo a respeito dos atuais veículos de imprensa sobre videogames, tanto nacionais quanto estrangeiros. Tiramos dessas conversas várias conclusões a respeito de como lidar com certos assuntos e o que poderíamos fazer melhor o que já existe.

Assim, pudemos definir algumas diretrizes para cada seção obrigatória. Os reviews, por exemplo, imagino que sejam os textos sobre os quais mais refletimos. Utilizaremos um conceito de análise expandida. Atualmente, as revistas brasileiras limitam-se apenas a analisar os jogos de um ponto de vista extremamente técnica e superficial.

Nós, porém, contextualizaremos os jogos no cenário mundial. Situaremos eles dentro do período e situação em que ele for lançado. Relacionaremos eles a games similares, da mesma franquia e a cultura pop. Além disso, iremos fundo em aspectos pouco explorados atualmente, como os criadores destes títulos e as influências deles. Sem contar que teremos dois tipos de textos: um voltado para jogadores novatos, que explicará de maneira clara como é o jogo e o que ele acrescenta ao universo dos jogos eletrônicos, e outro voltado para jogadores mais experientes, lançando mão de vocabulário típico e relacionando o título analisado a outros games.

Vale lembrar que isso é apenas o que faremos com os jogos, já que a seção de reviews não cuidará apenas deles. Tudo relacionado a games que tenha relevância estará lá, como eventos e talvez até sub-produtos como filmes e acessórios. Quem sabe se a Vídeo Games Live não ocorrer até lá não role um review do concerto?

12 maio 2006

[histórico] Eu blogo, tu blogas...


Acho que hoje fechamos as pautas da seção de notas, que abre a revista, graças ao nosso blog. A quantidade e variedade dos posts (sobre todo tipo de assunto, desde entrevistas com o criador da Lara Croft ou o dublador da série Metal Gear Solid até manifestos de defensores dos jogos 2-D e vídeos de crianças ensandecidas iniciando uma relação de amor incondicional com o Nintendo 64) foi a chave para selecionarmos os assuntos para essa coleção de pequenas reportagens sobre o universo dos games, abordando muito do que a enorme maioria dos veículos da área nem sonha em colocar em suas páginas... E mais, gerou muitas das pautas das reportagens pricipais, como a dos Goldfarmers. Estamos chegando no post nº 90 do blog (um recorde para qualquer blog que eu já tive ou do qual eu participei), e acho que esse brainstorm aparentemente anárquico ainda vai ajudar muito no longo caminho pela frente.

P.S.: Sigam o exemplo do Cláudio e postem no histórico! Podem ser ensaios sobre a vida, o universo e tudo o mais, ou pode ser qualquer merda aí, pq senão depois não tem o que colocar no nosso relato (ou sei lá qual é o nome disso)...

[idéias] PUC-SP realiza I Festival Universitário de Games


A PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) realiza, entre os dias 1º e 04/06 o I Festival Universitário de Games. Estudantes de graduação e pós e pesquisadores sobre videogames de universidades em todo o país poderão mostrar seus projetos e experimentos, no Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da PUC-SP (rua Marquês de Paranaguá, 111, Consolação).

O festival integra o I Congresso Internacional de Estéticas Tecnológicas. Informações e inscrições gratuitas pelo site www.pucsp.br/festivalgames.

O I Festival Universitário de Games irá reunir projetos criados em universidades como trabalho para disciplinas, projetos de conclusão de curso e inovação tecnológica ou ainda iniciativas de desenvolvimento de games feitas por universitários fora do contexto de seus cursos, desde que não tenham sido realizadas em empresas.

(fonte: Universia)

Site oficial do evento: http://www.pucsp.br/festivalgames/

(aliás vale muito a pena visitar o site do CS: Games, grupo de pesquisa semiótica da linguagem de games da PUC, http://csgames.incubadora.fapesp.br/portal)

[histórico] Diário de uma revista de games - Parte 1



Fazer uma revista de videogame é um sonho de longa data. Nascido bem antes de começar o 4º ano do curso de jornalismo ou até mesmo a própria faculdade. Ele surgiu quando eu estava aprendendo a ler e tinha como principal leitura a extinta Ação Games.

Quando começamos a fazer a Continue, imaginei que seria tarefa fácil, afinal, durante mais de dez anos havia lido centenas de revistas diferentes e sabia bem como elas eram. Não poderia estar mais enganado.

Produzir uma revista de videogame é bem difícil. Nem tanto escrever para ela. O maior problema é criar o conceito dela. Ainda mais de uma publicação que almeja fugir do paradigma atual deste tipo de revista.

Ainda assim, com muita reflexão, creio que conseguimos criar um projeto de algo único e nunca antes feito. Mais que isso, tenho convicção de que estamos no caminho para dar o próximo passo no mercado de revistas de videogame. Dar forma a um produto que seja sinônimo de evolução.

Às vezes, pensava que estávamos perdendo muito tempo discutindo conceitos e folheando outras revistas. Hoje percebo que cada um desses minutos foi na verdade um investimento em nosso projeto.

Claro que não está perfeito. Longe disso. O que temos hoje creio que é apenas um esboço do que a Continue se tornará. Muito ainda mudará e, com certeza, teremos várias outras idéias frustradas pelas revistas que já existem. Ainda assim, aposto que em novembro teremos um trabalho muito bom em mãos.

11 maio 2006

[idéias] Easter eggs


Como aquelas faixas secretas em alguns CDs, eles estão lá só esperando para serem descobertos pelos jogadores mais heavy metal... Finais secretos!

Quais os mais legais e como encoentrá-los? Qual o primeiro jogo que usou esse recurso?

Poderia dar uma notinha interessante.

05 maio 2006

[idéias] Série "Lost" finalmente ganha um ARG


Depois de vários meses onde sites ligados à trama do seriado "Lost" foram aparecendo internet adentro, o ARG mais quente da temporada finalmente começou.

Para preencher o vácuo entre o fim do 2º ano e início do 3º, a ABC/Touchstone está lançando o jogo de realidade alternativa "The Lost Experiente". No dia 3 de maio, um comercial da "Hanso Foundation" (organização fictícia por trás de muitos dos mistérios da série) foi ao ar no intervalo do programa nos EUA, Reino Unido e Austrália, levando a um site e um número de telefone...

Os roteiristas comentaram brevemente o projeto num dos últimos podcasts no site oficial, dizendo que o ARG vai revelar vários detalhes ainda obscuros sobre a mitologia da série.

Mais informações no site da Hanso Foundation e no portal ARGN.

Obrigado, e Namaste.